Belo texto…honesto!a sua cara em frente ao espelho…a minha,a nossa…vida!

Foto João Ferraz
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Mais de uma vez eu já pensei “vale a pena dizer algo?”, afinal, mudaria alguma coisa? E, mesmo que mude, que diferença fará no final? Alias, quem inventou essa estupidez de final? Mas, independente de onde eu esteja e seja acometido por essas inutilidades, o que sobra é o meu ponto de vista e nele sempre há o meu nariz no meio de tudo. E é ai que mora uma das maiores ironias. Afinal, somos um amontado de conclusões, vivências, conversas com amigos, frustrações que se acumulam e todo esse tipo de coisas quais não temos quase nenhum controle ou noção de como se farão resultado em nossa forma de agir? Se sim, que diferença faz colocarmos esse nariz em algum lugar, já que nem somos donos de nada que está em nós? Se não… somos, então, só um bando de filhos da puta querendo impor? Talvez sejamos os dois. Ou, talvez, seja bem mais simples.
É ai que todas essas imagens bonitas que vimos em filmes, todas essas sensações gostosas que sentimos lendo um livro e todas as vezes que choramos escutando alguma música e sabendo que pelo menos alguém no mundo sentia alguma coisa em comum com a gente ao menos existe são jogadas na nossa cara e, quando podemos ter alguma noção delas, notamos que não tínhamos nenhuma maturidade para viver elas da forma real em que se apresentaram nas nossas vidas e o pano esticado de nós mesmo se apresenta com uma infinidade de furos e “talvezes” que de forma nenhuma poderiam ter acontecido, pois não eramos pessoas que poderiam ter feito escolhas diferentes em qualquer uma daquelas épocas.
Então você acorda e é escuro. Vê que ainda é um babaca e vai pensar exatamente na mesma coisa daqui uns anos. Só que muitas coisas já se passaram. Você foi atropelado por um bocado de coisas e hoje em dia não conhece mais as pessoas que vão naqueles lugares. Meio perdido em tudo isso vem a pergunta “de onde eu tiro forças dessa vez?”, mas agora não há mais aquele tempo todo para descobrir. Nem quem é você, nem o que precisa fazer.
Mas tudo foi tão bom. E há, apesar de qualquer coisa, certeza de que muito de bom ainda vai vir, afinal, você sempre foi o cara que todo mundo achava o mais otimista e, no final, talvez até estivessem um tanto certos. É horrível ver que tudo isso se construir de um bom tanto de dor, mas será que existe alguma outra forma? Provavelmente não.
Alexandre Ferraz(o autor do texto,cursa letras na Unesp de Araraquara sp)
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Alexandre Ferraz – foto João Ferraz

Teto…

Tenho um teto,
Telhado quase reto!
O céu que acompanha a curva…
Um rio sem água turva!cristalina…
Uma menina que sorri quando passo!
Do amigo:tenho o abraço!
E você seguindo os meus passos!
JF
Foto João Ferraz
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