ANDRÉ DO PISTON

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Música

Como gotas de chuva caindo
Como noites de frio no deserto
A música assim vem surgindo
e as palavras já tem rumo certo

A música me leva tão longe
Onde escondi meus segredos
Sobrevoando o horizonte
Vou despistando meus medos

Vou alcançando estrelas
Colecionando alegrias
e as palavras faceiras
Me saem com harmonia

A lágrima é transformada
em letras que dançam na escrita
Há sorrisos em cada palavra
Necessárias palavras de vida

Sentimento se faz revelado
Imortal no poema sentido
Em meu silêncio é guardado
Em seu coração é escrito…

MARIBEL

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Uma mulher bonita não é aquela de quem se elogiam as pernas ou os braços, mas aquela cuja inteira aparência é de tal beleza que não deixa possibilidades para admirar as partes isoladas.

O GOL

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O gol

A esfera desce
do espaço
veloz
ele a apara
no peito
e a pára
no ar
depois
com o joelho
a dispõe a meia altura
onde
iluminada
a esfera
espera
o chute que
num relâmpago
a dispara
na direção
do nosso
coração.

MALANDRAGEM

FOTO BY SANN

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Poema malandro

Malandro brinca com a vida
Malandro não espalha
Perfuma-se charmosamente
Nos seus poemas
Dizendo que é profissional

Invade a alma
Dos leitores que lê
Faz o que quer
E ainda arranca sorriso
E aplauso social

É ô boa praça
Do mercado central
Faz pirraça
Da um de carente
E cai nos braços
Da mulher amada

Fecha a noite
Sobre sombras postiças
Vive alem do bem e do mal
Levando a vida na malha
No fio da navalha
Mesmo se algo der errado
Ninguém derruba seu astral

Leonardo pereira

O BEIJO

Foto by SANN(João Ferraz)

O melhor beijo é o beijo desejado,
o beijo que me completa,
o beijo da minha forma adequada,
o beijo com o sabor do desejo na flor da minha pele,
o beijo da minha vontade,
o beijo que faz o meu pensamento,
o beijo que faz a minha boca e meu corpo querer um novo beijo outra vez.

O melhor beijo é o beijo sem tempo,
o beijo de longa duração ou de pouca duração,
um beijo de vinte segundos ou de vinte minutos, isto não importa.
O tempo não conta, enquanto se beija o tempo para, o tempo freia.

E nesta inércia do tempo só sinto a louca vontade de mais um beijo.
Sinto a outra língua que de encontro com a minha faz um
passeio suave e excitante, umedecendo minha alma.
Sinto a língua que viaja dos dentes ao céu da boca.
Sinto a língua que acarinha os meus lábios.

A língua e a língua…
_A língua que me roça, que me percorre, que me navega e que me lambe …
O melhor beijo é o beijo em que a língua faz o beijo.

” E o beijo faz o sexo “

TIME

Foto by SANN

O tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Mário Quintana

SANN-FOTOGRAFIA CRIATIVA-FOTOJORNALISMO.imagens de minha autoria,protegidas pela lei de direitos autorais!

GOL..O MOMENTO MAIOR.. A MÁGICA!!!

TIME POBRE..TIME RICO,MEIAS COM ESPARADRAPOS E MEIAS COM CANELEIRAS.........MEIAS VERDADES...MEIAS!!!!

Futebol,uma outra visão,a minha!!

POESIA DE PASSAGEM...COTIDIANO!!

O MEU BRASIL É COM S E TENHO ORGULHO DISSO!!

O MEU BRASIL É COM S E TENHO ORGULHO DISSO!!

JOÃO FERRAZ-MTB 18213

O FOTÓGRAFO

Dificil fotografar o silêncio
Entretanto tentei .Eu conto:
Madrugada a minha aldeia estava morta.
Não se ouvia um barulho,ninguem passava entre as casas.
Eu estava saindo de uma festa.
Eram quase quatro da manhã.
Ia o silêncio pela rua carregando um bêbado.
Preparei minha máquina.
O silêncio era um carregador?
Estava carregando o bêbado.
Fotografei esse carregador.
Tive outras visões naquela madrugada.
Preparei minha máquina de novo.
Tinha um perfume de jasmim no beiral de um sobrado.
Fotografei o perfume.
Vi uma lesma pregada na existência mais do que na pedra.
Fotografei a existência dela.
Vi ainda um azul-perdão no olho de um mendigo.
Fotografei o perdão.
Olhei uma paisagem velha a desabar sobre uma casa.
Fotografei o sobre.
Por fim eu enxerguei a nuvem da calça.
Representou para mim que ela andava na aldeia de braços com Maiakovski – seu criador.
Fotografei a nuvem na calça e o poeta.
Nenhum outro poeta no mundo faria uma roupa mais justa para cobrir a sua noiva.
A foto saiu legal.

Manoel de Barros,2000.